sábado, 23 de novembro de 2013

A Revolução de massas: a externização da pobreza de espírito.

Breve introdução,
         Bom dia, como vou? Esta é minha primeira postagem e escolhi um tema que visualizo ser de grande importância neste país atualmente: a simpatia pelas manifestações de massa.Meu intuito é não mais que externar minhas ideias e dar dimensões sólidas (porém não o suficiente para evitar novas molduras) a elas.

ok, vamos lá.


          O mês de junho de 2013 entrou para a história do Brasil: o povo foi às ruas em protesto contra os gastos astronômicos do governo com a Copa das Confederações/do Mundo, contra a corrupção, contra PEC 37 e cantarolavam contagiosamente o Hino Nacional. Foram manifestações apartidárias, sem líderes aparentes, no geral bonitas, impulsionadas pelo bordão que pegou: "o gigante acordou!". A população não-manifestante, muitas vezes perdendo voos e chegando tarde ao trabalho ou à hospitais devido às ruas fechadas, aceitou com bondade no coração aquilo que parecia iniciar uma mudança no país. De quebra. como por conspiração astral, a seleção brasileira de futebol foi campeã da Copa das Confederações com uma goleada sobre a seleção espanhola, então favorita. Era perfeito.
       O que aconteceu depois foi a prova do meu retórico pensamento de que não acredito em revolução de massas. Ponto. Primeiramente, uma "minoria de vândalos" começou a aparecer em todas as manifestações do país até se tornarem maioria: saqueando, queimando ônibus, destruindo bancos. Posteriormente, os partidos políticos entraram no esquema, aproveitando as massas nas ruas para levantarem suas bandeiras manchadas de lama até a ponta. Neste sentido, a população não-manifestante, antes solicita, começou a ficar de saco cheio, "mais do mesmo".
Hoje o que vejo é um monte de gente fazendo o que bem entende. A agressividade e falta completa de idoneidade das revoltas são claramente expostas por seus participantes: mascarados e encapuzados. Seus líderes são as redes sociais e pessoas sem rosto e sem noção de consequências, verdadeiros peões tocando a "boiada", esta convicta e apaixonada, para o precipício.
        Nossa história mundial é bem rica de manifestações como a briosa Revolução Francesa ilustrada abaixo:


        Particularmente gosto muito dessa imagem pois ela é bem ilustrativa do ódio e da animalização característica do ser humano que alcança um certo poder e possui um "justo e quase divino" motivo para massacrar seu oponente. Robespierre, líder da Revolução, mandou vários adversários políticos para a guilhotina. Mal sabia ele que esta também seria seu destino pouco tempo depois.
         A Revolução de massas é a típica revolução que só muda o criminoso, nunca o crime.
       Mas a´vem a pergunta: quer dizer que devemos cruzar os braços e esperar sentados diante da tirania dos poderosos? A resposta é não. Acredito que teria melhor olhos para as Revoluções de massa se elas fossem formadas e, principalmente, lideradas por indivíduos virtuosos e radicalmente íntegros. Pessoas incorruptíveis que pudessem somar seu exemplo para a História como gigantes. Que pudessem, com suas ideias, carregar a Humanidade das costas.
        Acredito que se o ser humano prestasse mais atenção a si mesmo, culpasse menos o meio em que vive como seu carrasco e enxergasse que sua verdadeira prisão é ser ele mesmo. Se as manifestações fossem motivadas pela racionalidade e não pela raiva e pela inveja, eu mudaria minha opinião. No entanto, enxergo minha linha de raciocínio como utópica. A massa dificilmente busca a integridade sem trincas, no máximo, qualquer pessoa que saiba falar bem, que "rouba, mas faz". Triste.



Um abraço.